30 de mar de 2011

Dica de Leitura

A dica de hoje é "A menina que roubava livros."

Sinopse


A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.
A Menina Que Roubava LivrosComentário de um leitor
O livro mais impressionante e intenso que já li.
Tinha na mente uma trama completamente diferente. Nunca imaginei que a história de Liesel (a menina que roubava livros) fosse tão real e derradeira, cheia de emoções e cores - como a narradora mesmo diz. É algo como um soco no estômago, acompanhado de um arco íris.
A cronologia não é mostrada em sequência lógica - se passam quatro anos ao longo do livro. Momentos "futuros" são vistos no "agora". Os personagens são envolventes. Pouquíssimos personagens vi como esses.
Mudou minha vida, me tocou, de um jeito único. Inédito. Não me admire que seja um sucesso desse tamanho.

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