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13 de mai. de 2013

Resenha Crítica


Precursor do Romantismo no Brasil, “A Moreninha” possui todos os elementos necessários para agradar o público leitor. Que tal curtir essa resenha?

Sinopse




Como se manter fiel ao juramento de amor feito no passado, diante de uma nova e ardorosa paixão? É o que se pergunta Augusto ao conhecer Carolina, a Moreninha. Esta divertida história de amor retrata com 
perspicácia a sociedade do Rio de Janeiro do Segundo Reinado.



Minha opinião:


Considerado o primeiro romance puramente brasileiro, “A Moreninha” retrata o cotidiano de estudantes de medicina, os hábitos da burguesia fluminense e os costumes da época. 
Para um primeiro best-seller da jovem literatura do Brasil, a obra saiu-se muito bem. Com o intuito de agradar única e exclusivamente o público leitor, Joaquim Manuel de Macedo detém-se em escrever um romance aos padrões Românticos, com heróis íntegros e donzelas angelicais e praticamente inatingíveis, entretanto, sem esquecer-se dos detalhes propriamente brasileiros e tropicais, como uma protagonista morena, opondo-se à clássica e perfeita heroína loira dos padrões europeus.
— Ela é travessa como o beija-flor, inocente como uma boneca, faceira como o pavão, e curiosa como... uma mulher.
(Capítulo V)

As características do Romantismo, escola literária do século XIX, transbordam a todo momento. Nas caracterizações dos cenários, dos personagens, da moda, no emprego excessivo de adjetivos e na série de obstáculos que todo herói romântico precisa superar para alcançar o coração da sua amada.
Macedo busca criar uma literatura de entretenimento, de linguagem simples, destinada ao amplo público leitor da recém-formada República brasileira. Recriando uma realidade onde estes pudessem projetar seus anseios, vivendo durante a leitura um retrato da vida que gostaria de levar.
A subjetividade é altamente valorizada, assim como os sentimentos individuais, porém não se tem por preocupação promover reflexões mais intimistas, críticas à sociedade ou às mudanças do período transitório em que o livro foi escrito.
Para os padrões atuais, “A Moreninha” configura-se com uma estória água-com-açúcar, ingênua e sutil, porém “o que não se pode esquecer é que um romance é a construção de um espaço específico em que a Vida, mesmo fingida, aparece como Verdade.” 
Em suma, pode concluir-se que a leitura agradou e surpreendeu grande parte do grupo, principalmente pela proximidade que o livro tem com as telenovelas atuais, seguindo a receita, descoberta por Joaquim Manuel de Macedo, que tanto deu certo.
A mistura de um amor impossível, situações cômicas e cenários deslumbrantes conserva-se até hoje, mostrando que o livro continua atual, leve e cumprindo o seu papel: entreter e faz sonhar.



Amor?... Amor não é efeito, nem causa, nem princípio, nem fim, e é tudo isso ao mesmo tempo;
(Capítulo XIX)

15 de fev. de 2013

Dica de Leitura + Resenha

A Verona de William Shakespeare é o pano de fundo deste livro. Você já leu Cartas Para Julieta?

Sinopse 

Cartas para Julieta - Uma Homenagem à Maior Protagonista de Shakespeare, à Mágica Cidade de Verona e ao Poder do Amor - Lise Friedman, Ceil Friedman

A lenda do casal apaixonado de Shakespeare atrai visitantes a Verona, na Itália, todos os anos. Todos os dias, cartas, que costumam ter como endereço simplesmente 'Julieta, Verona', chegam à cidade. Chegam aos montes, em quase todas as línguas possíveis e imagináveis, escritas por românticos que buscam os conselhos de Julieta. E, surpreendentemente, nenhuma fica sem resposta. 'Cartas para Julieta' conta a história dessas cartas e dos voluntários que vêm escrevendo respostas para elas durante mais de sete décadas. O livro reconstitui a história por trás da peça de Shakespeare e leva o leitor até os monumentos que alimentaram a lenda de Julieta e seu Romeu



Minha opinião:

Para aqueles que esperam um romance tão bonito (e clichê) do filme de mesmo título, aviso: não perca o seu tempo.
Cartas Para Julieta trata-se mais de um documento embasado na história da lenda de Romeu e Julieta, eternizada por Shakespeare. O livro conta como duas irmãs conhecem Verona e se apaixonam pela cidade italiana. A partir daí, passam a se interessar pela lenda, pelo Clube da Julieta (Club di Giulietta) e por todas as pessoas que trabalham nisso, fazendo que a personagem jamais saia dos sonhos dos apaixonados espelhados pelo mundo.
A obra trás diversas imagens de Verona, quadros sobre o casal, fotos antigas e cartões postais, além de trechos de diversas cartas enviadas para o Clube da Julieta, todas respondidas à mão pelas suas 15 secretárias voluntárias e atenciosas.
Os correios da cidade de Verona recebem milhares de cartas todos os anos, a maioria endereçada somente "Para Julieta". Algumas outras, porém, endereçam-se a Romeu. Mas a certeza é que todas receberam respostas.
Este livro é mais um passatempo para quem gosta da lenda/história do que uma literatura em si. Além de contar a história, podemos conhecer lugares para passear por Verona e também a receita de um doce, os Baci di Giulietta (beijos de Julieta) criada por um confeiteiro verônes chamado Enzo Perlini, dono da Pasticceria Perlini, bem em frente à casa de Julieta.
A parte artística do livro ficou sensacional. A capa é (daquelas duras, que todo leitor adora!) linda e as páginas são em 'papel de fotografia' e as fontes são fofas demais.

Destaco aqui algumas cartas de diversas partes do mundo, todas procurando conselhos da imortal Julieta:

"Costumo pensar na Julieta: ela era doce e inocente como um anjo, mas ela conheceu o amor, as lágrimas e a dor enquanto ainda era adolescente. Sou apenas alguns anos mais velha do que ela, mas não tenho namorado ainda. Se ao menos pudesse estar aí, naquela sacada, e sonhar por um momento! Só que apenas os sonhos da noite podem realizar meus desejos."

(Feruzah N.- Uzbequistão)

"Querida Julieta
Minha amiga está com muitos problemas. Diz que quer cometer suicídio. Estou com medo por ela. Às vezes isso me deixa muito assutado. Choro por ela e não costumo chorar. Eu gostaria de saber o que posso fazer, antes que seja tarde demais. Por favor, me ajude.
Atenciosamente,
Mark S."
(Washington, 1991)


"Querida Julieta,
Estou numa casamata. Escuto mísseis explodindo e disparos de arma de fogo lá fora. Tenho 22 anos e estou amedrontado. Nosso comandante tinha nos dito que logo precisaríamos sair. Estamos para travar uma batalha corpo a corpo. Pressinto que vou morrer. E envio este bilhete como meu testamento ao mundo ao deixar esta vida. Estou confiando-o a você, símbolo do amor universal. Iludo-me pensando que isso vai fazer as pessoas entenderem a futilidade do ódio."
(Brian L., Vietnã, 1972. )


Mais informações: aqui!

12 de jan. de 2013

Dica de Leitura + Resenha

Primeira resenha do ano!! Hoje teremos 'Aprendendo a Seduzir' de Patricia Cabot.

Sinopse 

Durante um baile, Lady Caroline Linford abre a porta de um dos cômodos e flagra seu noivo, o marquês de Winchilsea, nos braços de outra mulher. 
Para a sociedade vitoriana do século XIX, tais escapulidas masculinas eram normais, e cancelar o casamento seria impensável. O jeito, decide a jovem, é aprender a ser, ao mesmo tempo, a esposa e a amante, para que o marquês nunca mais tenha de procurar outra mulher fora do lar. Por isso, resolve tomar lições - teóricas, claro - sobre a arte do amor com o melhor dos professores: Braden Granville, o mais notório libertino de Londres. 
Logo nas primeiras aulas começam a voar faíscas e as barreiras entre professor e aluna caem. 

Escrito por Meg Cabot, sob seu pseudônimo, esse romance vai mostrar que o amor escolhe seus próprios caminhos, sempre imprevisíveis. 




Minha opinião:

O que falar sobre "Aprendendo a Seduzir"? Eu estava cheia de expectativas em relação a ele e foi surpreendida positivamente. O enredo é muito melhor do que eu imaginava/esperava.
O livro conta a história de Caroline Linford, uma donzela clássica, totalmente indefesa e tímida. Lady Caroline era uma garota rica, graças a herança deixada por seu pai, que, aceita o pedido do sir Hurst, um marquês falido que vive de aparências. Além de muito bonito e charmoso, Hurst salvou a vida do irmão de Caroline e ela passa a misturar o que acha que é amor com a gratidão que sente em relação ao 'salvador'. 
Reparem no 'acha' que utilizei na frase acima. Sim, ela achava, até ver o seu noivo nos braços (e outras partes do corpo) de uma mulher. Não poderia cancelar o casamento, já que os convites já haviam sido enviados e isso denotaria quebra de compromisso, então ela resolve fazer com que seu noivo se apaixone por ela, como esposa e amante, e decide procurar o Don Juan de Londres, Branden Granville, uma homem que saiu da miséria e transformou-se no 'novo rico' londrino, noivo da nada conservadora Lady Jaquelyn (amante de Hurst), para lhe dar aulas sobre 'como fazer amor'.
Num primeiro momento ele recusa imediatamente, mas após alguns dias, repensa sua decisão e passa a dar suas aulas, que logo passam do teórico para algo bem mais prático.
O impossível acontece, e Branden, o Lothário destruidor de corações, se apaixona por Caroline. E ela? bem, já está 'caidíssima' na dele, querendo ou não.

Patricia Cabot escreveu 'Aprendendo a Seduzir' numa linguagem fácil, com pitadas de ironia, partes engraçadas e outras tantas bem quentes, tornando o livro bem prazeroso e leve.
Depois da centésima página, o livro corre muito rápido, fazendo com que o leitor fique naquela expectativa, aguardando ansiosamente o que acontecerá depois.
A capa do livro é belíssima e a diagramação ficou excelente. É uma pena um livro tão bom ter sido traduzido tão mau. Há diversos erros de tradução, palavras erradas, entre outros exemplos.
Este foi o primeiro livro que li de Patricia Cabot, pseudônimo da autora Meg Cabot. Muito melhor do que 'Liberte Meu Coração', merece cada momento utilizado na sua leitura.

Mais informações: aqui!

24 de dez. de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Aqui está um dos maravilhosos livros que eu tive o prazer de ler neste livro. Marina certamente está na minha lista de favoritos. Que tal conferir essa resenha?


Sinopse:

Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos. Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro. 


Minha opinião
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, na verdade, sempre discordei deste clichê, mas neste caso, se faz necessária uma alteração no ditado popular: Marina vale mais mil palavras. Há termos suficientes para descrever essa obra. Pouquíssimas vezes um livro fez o meu coração querer saltar pela garganta. Favoritei, adorei, amei! 
Eis aqui uma obra de arte, cheia de nuances, que você nunca se cansa de ver, rever e pedir bis. Marina é um livro cheio de metáforas, lições e frases, daquelas que se anota num papel e guarda-se este num lugar especial. 
A história é ambientada na Barcelona de 1980. Temos Óscar, um garoto que estuda num internato, que, graças a sua curiosidade, acaba entrelaçando a sua história com a de Marina, uma menina inteligente que sonha ser escritora, porém guarda um segredo que no final do livro revelar-se-á e faz com que os leitores debulhem-se em lágrimas. Juntamente com Marina, temos o seu pai Germán, um homem de idade avançada que na sua juventude era pintor.
O suspense começa a ocorrer a partir do momento que Óscar e Marina decidem ir atrás de uma misteriosa dama de preto, que todo último domingo do mês visita o mesmo túmulo sem identificação, e desde então, a vida de todos muda drasticamente. 
Impressionei-me com a escrita do espanhol Carlos Ruiz Zafón, rica em detalhes e descrições. Aqui está um livro que me surpreendeu desde o início. Tem aventura, suspense, romance e drama, tudo dosado com uma perfeição ímpar. Confesso, tenho um certo preconceito em relação a livros com menos de 200 páginas, mas Marina me fez rever os meus conceitos, provando que não é preciso um grande enredo repleto de episódios para se contar uma história inesquecível.

PS: fiz questão de separar um dos trechos mais emocionantes deste livro, a descrição de Óscar segundo Marina, pouco antes do seu falecimento:


"Meu amigo Óscar é um desses príncipes sem reino que andam por aí esperando que você o beije para se transformar em sapo. Entende tudo ao contrário, acho que é por isso que gosto tanto dele: as pessoas que acham que entendem tudo direito acabam fazendo tudo às avessas, e isso, vindo de alguém que vive metendo os pés pelas mãos, é muita coisa. Ele olha para mim e pensa que não estou vendo. Imagina que vou evaporar se ele e tocar e que, se não me tocar, quem vai evaporar é ele. Óscar me colocou num pedestal tão alto que não sabe mais como subir. Acha que meus lábios são a porta para o paraíso, mas não sabe que estão envenenados. Sou tão covarde que, para não perdê-lo, não digo nada. Finjo que não estou notando e que vou mesmo evaporar…
Meu amigo Óscar é desses príncipes que deveriam se manter afastados dos contos de fadas e das princesas que guardam. Não sabe que é o príncipe azul quem tem de beijar a bela adormecida para que ela desperte de seu sono eterno, mas isso acontecer porque Óscar não sabe que todos os contos são mentiras, embora nem todas as mentiras seja contos. Os príncipes não são encantados e as adormecidas, embora belas, nunca despertam de seu sono. É o melhor amigo que tive na via e se algum dia eu der de cara com Merlin, vou agradecer por ter colocado Óscar em meu caminho."




Mais informações e outras resenhas: aqui!

17 de dez. de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Férias começando e o que isso significa? Mais tempo para os meus amados livros! Desta vez trouxe a resenha do livro Cidade das Cinzas, segundo volume da série Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare.

Você pode conferir a resenha do primeiro volume da série, Cidade dos Ossos, aqui!

Sinopse:
Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace. Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações. 


Minha opinião:
 Tão misterioso e eletrizante quanto o primeiro livro da série, Cidade das Cinzas é a continuação perfeita, que dá nós em linhas soltas e desata outras tantas meadas que dão um linha de prosseguimento excelente para o terceiro livro, Cidade de Vidro.
No livro permanece a escrita detalhista da escritora, a intertextualidade com Harry Potter (porém menos forte) e o romance, ah sim, o romance.
A personalidade totalmente particular de cada personagem da história dá a graça do livro. Nada de donzelas indefesas, heróis sem defeitos ou relacionamentos perfeitos. Cidade das Cinzas, assim como os outros livros da série, mostram indivíduos dotados de poderes especiais, mas nem por isso são divinos. 
Clary começa a entender o que se passa no Mundo Invisível e Valentim, seu perverso pai, volta a atacar, desta vez roubando a Espada da Alma. Entrelaçado a isso temos as mortes misteriosas de membros do Submundo e Simon que finalmente declara seu amor platônico por Clary, que é apaixonada pelo irmão, Jace. 
A autora não peca em nenhum momento, apesar de Cidade das Cinzas não se desenrolar com a mesma agilidade do primeiro volume da série e como a própria sinopse do livro nos diz, aqui temos uma sequência de tirar o fôlego, "onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações. "


Mais informações e resenhas deste livro: aqui!

29 de nov. de 2012

Resenha Literária

Uma história sobre reflexão e como você, ser humano comum, pode ajudar a mudar o mundo. Hoje trago a resenha do livro O Vendedor de Sonhos (Vol. 1- O Chamado) de Augusto Cury.



Sinopse 

Um homem desconhecido tenta salvar da morte um suicida. Ninguém sabe sua origem, seu nome sua história. Proclama aos quatro ventos que a sociedades modernas se converteram num hospício Global. Com uma eloqüência cativante, começa a chamar seguidores para vender sonhos. Ao mesmo tempo em que arrebata as pessoas e as liberta do cárcere da rotina, arruma muitos inimigos. Será ele um sábio ou um louco? Este é uma romance que nos fará rir chorar e pensar muito.


Minha opinião

 "O Vendedor de Sonhos", com um título desses é de se jogar nessa leitura com a certeza de que esta será incrível, correto? Neste caso, errado.

O título, a sinopse, tudo promete um leitura reflexiva e agradável, entretanto, para mim, não foi. Achei, em grande parte do tempo, o livro monótono, sem muita movimentação. A cada página repetia-se as palavras 'psique' ou então 'sociedade' e isso persiste até o fim.

O Vendedor de Sonhos conta a história de Júlio Cesar, que à beira de um edifício tenta o suicídio, quando aparece um senhor de péssima aparência que começa a instigá-lo e propõe que ele acompanhe-o na sua venda de sonhos.

Depois disso, segue uma avalanche de propostas utópicas de como melhorar a sociedade e trasformar o mundo. Tirando o fato da seguir a linha párabolas de Jesus Cristo, que me descativou desde o princípio. Desde o ínicio tem-se a impressão de estar lendo um livro de auto-ajuda não intítulado desta forma, e para quem não é fã deste estilo, torna-se excessivamente maçante.

Passa-se então 250 páginas com uma vontade louca de largá-lo, porém, no finalzinho, os fatos começam a desenrolar mais rápidamente e o desfecho realmente me surpreendeu. Todavia, neste caso, não pode-se fazer valer o fechamento pela história enfadonha toda.

Augusto Cury, escritor e psiquiatra brasileiro, tem certamente uma sensibilidade diferenciada das demais, escrita simples e cheia de metáforas, itens que fariam qualquer um pegar o livro para ler e no mínimo se emocionar, e foi o que aconteceu com uma parcela dos seus leitores, entretanto, não comigo. Só li porque realmente não gosto de abandonar um livro, com a sensação de que ele poderia ter melhorado e eu perdido uma grande história. Claro que gostos são gostos, como dizem, mas particularmente não gostei e não indicaria.


"Partiu sem direção, sem agenda, vivendo cada dia sem pressa, sem mapa, como o vente que sopra e ninguém sabe de onde vem, nem para onde vai..."
(O Vendedor de Sonhos, pág 289)

Mais informações e outras resenhas: aqui;

Já leste um livro deste autor? O que achou? Comente!

18 de nov. de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Mais uma vez temos um livro de crônicas da gaúcha Martha Medeiros como tema da resenha semanal (que pelo menos deveria ser semanal...)  Vamos lá?


Sinopse - Non-Stop - Crônicas do Cotidiano
Vivemos um tempo de manchetes espetaculares explodindo nos jornais; a vida passa ao vivo pela TV e todos nós acabamos por compartilhar planetariamente os dramas do mundo. E se por um lado há o grande mundo que todos vêem pela televisão, por outro, há o pequeno e anônimo mundo de cada um de nós. O cotidiano dos milhares de pessoas que circulam pela cidade grande com suas incertezas, alegrias, dúvidas, paixões, dramas e esperanças.
Martha extrai da complexidade dos tempos que correm a reflexão que atinge e aquece o coração dos seus leitores. E por isso é admirada. Cronista de sucesso, é autora dos best-sellers "Trem-Bala" e "Divã" (ambos adaptados com sucesso para o teatro). Poeta de rara sensibilidade, publicou vários livros de poesia com reconhecimento de público e crítica. Uma escritora que se destaca como uma das grandes vozes da literatura contemporânea brasileira.



Minha opinião: Ler Martha Medeiros é como observar a infinitude do Grand Canyon, ouvir uma música e pensar: "cara, parece que esta canção foi escrita para mim!" É isso que sinto toda vez que degusto as crônicas e os livros desta gaúcha fantástica. Gosto, adoro, amo. Leio bem devagar só para ter a sensação de que vai durar mais, de que ela sempre dormirá na cabeceira da minha cama. Assim como uma leve brisa num dia escaldante, Non-Stop é uma refrescante pausa que me presenteava todo final de dia. Dormir após ler Martha Medeiros é sonhar, ou então, no mínimo, dormir tranquilamente.
Ela instiga, provoca, apaixona. Quando leio suas crônicas tenho a sensação de que não sou a única 'louca' que pensa de uma forma diferente (ou melhor, exclusiva) dos demais.
As crônicas foram escritas no início deste milênio, porém, continuam tão vívidas e reais como se tivessem sido escritas ontem. Um retrato fiel do dia-a-dia feito por uma mulher que vê o mundo de um jeito totalmente particular.
Para quem acaba o livro, fica aquele gostinho de quero mais que pode ser substituído por qualquer outro livro de crônicas da escritora, afinal Martha Medeiros sempre será uma leve brisa que nos distraí do preto e cinza excessivos do cotidiano.

"Comece a correr atrás dos seus sonhos, a valorizar as coisas simples e a zelar pelo o que só você tem: sua vida. Aos deuses, peça apenas que não interfiram."
(Non-Stop, pág 178)



4 de nov. de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Cassandra Clare, escritora de  fanfics sobre Harry Potter nas horas vagas, é autora da série Os Instrumentos Mortais, a série que tornou-se a minha (e de vários outros leitores) 'queridinha' dos últimos tempos. Quer conferir a resenha sobre o primeiro livro da série? Apresento-lhes 'Cidade dos Ossos'



Sinopse  Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.


Minha opinião: 
Por uma obra do destino, comecei a ler esta série literalmente de trás pra frente, ou seja, comecei a ler Cidade de Vidro (o volume três), depois li Cidade das Cinzas (volume 2) e agora, finalmente, li o volume um. Calma, não sou louca, o problema é que comprei o volume três 'acidentalmente' numa promoção, sem fazer ideia do que se tratava. Confesso: a capa me conquistou desde o primeiro momento e então, já que estava com um belo desconto, resolvi levá-lo para casa, e deu no que deu. Graças a isso, aqui estou comentando um dos acidentes mais agradáveis o que o mundo literário me proporcionou.
Apesar de ter lido os outros dois livros antes deste, fiquei ansiosa da mesma forma, suspirei do mesmo jeito e me vi entrelaçada na história como se não conhecesse os personagens já de longa data.
Cassandra Clare, em vários pontos, mostrou o seu lado escritora de fanfics sobre Harry Potter (que eu particularmente amo) e dá até uma noção de que se está lendo HP, mas isso não interfere na estória, apesar de ambas apresentarem magia, lobisomens  e outros personagens sobrenaturais.
A história começa quando Clary e seu amigo Simon ( que para mim tanto lembra o Rony Weasley...) vão a uma famosa boate novaiorquina, onde Clary vê garotos misteriosos acompanhados de uma bela garota de cabelos negros que cometem um crime. Se já não bastasse isso, somente ela, Clary, pode vê-los.
A história começa a desenrolar quando a mãe de Clary é sequestrada e então ela  passa a contar com a ajuda do belo e sarcástico Jace, um dos garotos misteriosos da boate, que a apresenta ao mundo dos Caçadores de Sombras, o Submundo e outros seres que nem a sua imaginação seria capaz de imaginar.
Nesta história cheia de reviravoltas, há aventura, amor, ação, suspense... Cidade dos Ossos é um romance sobrenatural que revoluciona esta categoria tão em alta, porém cheia de obras com o mesmo teor de mesmice.  
Leiam, em ordem, mas leiam! 
Segue aqui a sequencia dos volumes: Cidade dos OssosCidade das CinzasCidade de VidroCidade dos Anjos Caídos e Cidade das Almas Perdidas ( que ainda não foi lançado no Brasil).



24 de out. de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Como falar sobre Martha Medeiros sem expressar a palavra 'incrível'? Curtam esta resenha sobre o seu livro de crônicas Trem-bala !

Sinopse:  "Trem-bala" reúne mais de uma centena de textos de Martha Medeiros. Neles, a autora reflete sobre o que querem as mulheres, sobre relacionamentos virtuais, o fim da paixão nos tempos modernos, seus escritores, livros e neuras preferidas, sobre a rivalidade de um bom beijo versus uma transa insossa, e muito mais.



Minha opinião:
A vida realmente se passa como um trem-bala, ágil, cheia de pressa, como cita a escritora na crônica que dá título a este livro. E como é bom apertar o 'pause' para degustar as palavras de Martha Medeiros no meio deste mundo tão perturbado, onde tudo acontece velozmente.
A gaúcha em questão possui um inigualável dom de falar intimamente com o seu leitor, com uma simplicidade que não impede ninguém (independentemente da sua idade, sexo, status ou qualquer outro fator irrelevante para a leitura) de entender e sentir-se incluído na conversa.
Felicíssima fiquei quando deparei-me com algumas das minhas crônicas favoritas da autora presentes neste livro. "O contrário do amor"  e "As razões que o amor desconhece" são as duas melhores crônicas que já li na vida, sem sombra de dúvidas ( não que outras tantas que também estão neste livro não mereçam ser citadas, mas ficaríamos aqui horas e mais horas citando-a incansavelmente).

"Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca."

As 260 páginas são lidas com tanta facilidade que nas últimas crônicas você, cheio de pesar, tenta tardar o inevitável fim do livro... Toda esta resenha resume-se a uma palavra: leia! Mais do que recomendado! 





10 de out. de 2012

Resenha Literária

Mais um dose enorme de drama romântico, refiro-me ao livro Um Homem de Sorte, de Nicholas Sparks. Que tal conferir esta resenha?
Você encontrará a sinopse deste livro aqui!

Minha opinião: Mais um romancezinho cheio de clichês. Nicholas Sparks andou decaindo bastante no meu conceito. Cadê a genialidade que pode-se ver em A Última Música?
Aqui temos um ex-fuzileiro que atravessa o país atrás da garota que aparece numa fotografia por ele encontrada no Iraque e por incrível que pareça, ele encontra ela sim. Apaixona-se por Beth e aproxima-se de Ben (filho dela) e a partir daí, conhece toda a fúria de Clayton, o ex-marido da citada acima.
A leitura flui com facilidade, apesar de existirem alguns pontos bastante cansativos. O final é um tanto surpreendente, já que contrariou todas as minhas expectativas. 
Não chega ser um obra prima, mas é bem melhor do que O Melhor de Mim, livro este que decepcionou-me muito. 
Sparks envolve alguns temas novos, mas a essência continua a mesma. Mais um livro falando sobre um ex-combatente, sobre amor e destino.
Não tive a oportunidade de ver o filme, mas conforme comentários, ele é uma daquelas raras exceções em que temos uma obra cinematográfica melhor do que a literária.


4 de out. de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Um marco da literatura chilena, poderíamos estar falando de Pablo Neruda (ah, Neruda...), mas não, o assunto de hoje é um outro clássico, de Isabel Allende: A Casa dos Espíritos



Sinopse Bestseller internacional considerado pela crítica um clássico da literatura latino-americana, "A Casa dos Espíritos", romance transcendental de Isabel Allende, conta a saga da turbulenta e numerosa família Trueba, do Chile, com o seu patriarca angustiado e suas mulheres clarividentes. Trata-se de uma narrativa vertiginosa que se alimenta de si mesma e parece tender ao infinito. É no seu desfecho que se alcança o efeito trágico da obra cujo limite não é o esgotamento das narrativas, mas um golpe de Estado que metamorfoseia as narrativas em sangue nas sarjetas e as palavras em silêncio. Num panorama da história chilena que vai de 1905 a 1975, desfilam personagens como Esteban Trueba, latifundiário e senador; Clara, sua mulher clarividente e Alba, sua neta, jovem, socialista e, portanto adversária do patriarca e de seus cúmplices. 



Minha opinião: Contrariou todas as minhas expectativas. Confesso: quando peguei o livro em mãos, imaginei mais uma história de terror, uma casa má conservada e assombrações. Garanto desde já: não tem nada disso!  A Casa dos Espíritos provoca uma verdadeira enxurrada de emoções, a história da família Trueba passa a ser contada desde o princípio onde Esteban conhece a bela e mística Rosa e apaixona-se por seus cabelos verdes. A partir deste momento, uma sucessão de acontecimentos entrelaça-se de uma maneira singela, porém arrebatadora. A saga da família Trueba (que em alguns momentos lembrou-me nitidamente a história dos Blackwell, de O Reverso da Medalha, do eterno Sidney Sheldon) é marcada por tragédias e acontecimentos rotulados como incríveis. Utilizando sua riqueza conquistada arduamente em minas de ouro, Esteban volta a Las Tres Marías e recupera a fazenda de sua família, arruinada por seu pai décadas atrás. Casa-se com Clara, a irmã clarividente da falecida Rosa, e passa a amá-la, apesar dos seus breves casos extra-conjugais que nada afetavam a esposa, constantemente distraída com os espíritos que vagavam por sua casa e com os quais mantinha contato. E então vemos ao decorrer de diversas páginas, o entrelaçar de diversos personagens e o desdobramento da história.
A Casa dos Espíritos conta a vida, bela, errônea, injusta. Eis aqui um livro muito bem escrito (de alguma forma me fez recordar o estilo de Markus Zusak, de A Menina Que Roubava Livros), há todo um trabalho psicológico por trás de cada personagem e são esses detalhes, juntados ao fato de Isabel Allende retratar o golpe militar com um detalhamento que dá ao leitor a noção exata de toda a brutalidade dos fatos ocorridos,  que faz deste livro uma obra prima da literatura não só chilena, como latino-americana.


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26 de set. de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Incrível é pouco para definir todas as emoções que O Caçador de Pipas é capaz de proporcionar. E não é à toa que faz parte do grupo seleto de favoritos da minha estante. Vamos à resenha?

Sinopse: 
 O caçador de pipas é considerado um dos maiores sucessos da literatura mundial dos últimos tempos. Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.




Minha opinião: 
 Há algum tempo atrás, uma pessoa indicou-me o livro A Cidade do Sol , garantindo que eu o adoraria. O que é bem verdade, mas, incrivelmente, O Caçador de Pipas conseguiu me encantar mais. Khaled Hosseini escreve como ninguém e possui uma capacidade ímpar de emocionar.  O Caçador de Pipas conta a amizade entre Amir e Hassan. Amir é um menino rico, porém sem caráter e Hassan, que apesar de todas as dificuldades, preso a sua condição de subordinação, tem uma inigualável coragem e lealdade. E este é o ponto principal do livro e o elo entre os dois personagens: a lealdade. Até onde você iria em nome de uma amizade? É aqui que se encaixa a frase que tornou-se célebre: " Por você, eu faria isso mil vezes", dita por Hassin. Com o passar das páginas, o leitor chega a odiar Amir, que humilha diversas vezes o seu amigo, e que faz questão de mostrar a sua posição social. Com o prosseguimento da leitura, vê-se um surpreendente desenrolar da trama, cheio de reviravoltas, dignas do bom livro que é.  Mais do que uma obra , O Caçador de Pipas é uma lição, daquelas que tardam a sair das nossas mentes. Um verdadeiro "tapa na cara" de quem se acomoda com romances clichês; Khaled Hosseini mostra o Afeganistão com o olhar de alguém que, mais do que descrever, viveu aquilo. Uma história sobre destino, arrependimentos, lealdade, amizade e perdão. Figura certa entre os meus livros favoritos, é daqueles que você precisa ler com um papel e uma caneta ao lado, porque, certamente, vai querer anotar algum trecho. Enfim, se tiver a oportunidade de lê-lo: não hesite. É com certeza um dos melhores romances da literatura atual.
“Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente a variação do roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida, está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos o direito de ter um pai. Quando você mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando você trapaceia, está roubando o direito à justiça. Entende? Não há ato mais infame que roubar.”

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20 de set. de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Bom dia, meus anjos! Devo pedir desculpas pela demora em escrever esta resenha, mas acá estamos! Já postei aqui no " Que tal assistir?" o trailer do filme Água Para Elefantes e agora teremos a resenha do livro do qual o filme foi baseado. Quer conferir?

Sinopse 

Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora.
Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento - o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra.
Admitido para cuidar dos animais, Jacob sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August, o ora encantador, ora intratável chefe do setor dos animais.
É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo.
"Água para Elefantes" é tão envolvente que seus personagens continuam vivos muito depois de termos virado a última página. Sara Gruen nos transporta a um mundo misterioso e encantador, construído com tamanha riqueza de detalhes que é quase possível respirar sua atmosfera.


Minha opinião:

Sara Gruen foi felicíssima no quesito escolha de tema. Até então, nunca tinha lido e sequer ouvido falar  um livro com a temática circense. O que me encantou, e muito. 
A história começa a ser contada por Jacob Jankowski  'de trás pra frente', ou seja, nos seus momentos finais de vida, Jacob vê o circo chegar a sua cidade e começa a relembrar as suas tragédias pessoais e a vida sob uma tenda. E que vida dura, em? Através desta obra, pode-se observar o cotidiano de diversos artistas e trabalhadores de um circo e a luta do Irmãos Benzini para sobreviver à depressão econômica que se instalou nos Estados Unidos na década de 1930.
Jacob, estudante de medicina veterinária, perde seus pais num acidente e resolve abandonar tudo. Sua futura carreira,  a casa da família (que estava hipotecada, dinheiro este que serviu para auxiliar nos estudos do rapaz), uma, quem sabe, futura namorada e sai vagando pelos trilhos do trem, até avistar um locomotiva e, por que não?, pular para dentro dela. A partir deste momento observamos o desenrolar da história que tem direito a uma tradução bem feita, que, porém, preservou a maioria dos palavrões e não amenizou nenhuma cena quente. Assim que o rapaz vê Marlena, esposa August, apaixona-se perdidamente e desde então, ambos vivem um amor irracional em meio ao medo de serem descobertos pelo vilão da história. Mesclado a tudo isso, vemos como Rosie, a elefanta, chega ao circo e desempenha um papel fundamental para o final feliz deste romance.
Entrelaçando as recordações do velho Jacob, temos o seu dia-a-dia numa casa para idosos e todos os seus esforços para manter sua memória o quanto menos intacta. 
É um livro emocionante. Você respira o drama do início ao fim, e que fim! Cheio de reviravoltas, merece ser lido. Porém, assisti o filme primeiro e penso que ele (não me crucifiquem!) seja um tanto melhor que o livro, principalmente no quesito linguagem. Acredito que poderiam ter nos poupado de algumas obscenidades desnecessárias. Mas merece um 8 numa escala de 10; É perfeito para quem, como eu, gosta de circo e de um bom romance dramático, bem estruturado. 
Por fim, como a autora mesma diz,  A vida é o maior espetáculo da Terra"



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12 de set. de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Há tempos venho devendo essa resenha para vocês, mas, como dizem, antes tarde do que nunca! Com vocês, mais um livro do Sparks, O Melhor de Mim .

Você encontrará a sinopse e outros comentários sobre esta obra aqui!


Minha opinião: Previsível é um título adequado para este livro. Nicholas Sparks, utilizando a sua linguagem de sempre (que intercala o ponto de vista de diversos personagens do enredo), não conseguiu me comover, infelizmente. Depois de derramar lágrimas e mais lágrimas lendo A Última Música, em momento algum em O Melhor de Mim tive uma reação assim.
Temos aqui um romance improvável, que leva o preconceito como um dos empecilhos para o desenvolvimento desse amor.
Este é um livro um tanto lento, narrado com tempo psicológico e bastante óbvio. Contrariando a opinião da maioria das pessoas que leram este livro, não me apaixonei por ele. É sim bastante reflexivo, aborda temas como o alcoolismo e o câncer, temas estes que entrelaçam-se na história e são fatores que foram pesados durante as decisões dos personagens. E mais uma vez temos o destino como bordador desta história. A questão que permanece elíptica durante todo o tempo é o " e se...?" E se ela tivesse ficado com ele? E se eles tivessem fugido? E se ele não tivesse cometido um crime? E se, e se, e se... Sim, é a dúvida que mata.
As cartas de Tuck, amigo do casal, dão um ar mais romântico ainda ao desenrolar do reencontro de Dawson e Amanda. É ele, o anjo salvador  do rapaz, que arma esse encontro, passados 20 anos desde o rompimento da relação.
A ação do livro reserva-se para o final, quando Dawson confronta seu passado e tenta corrigir seus erros.
É um romance bem parecido com os demais do autor, repetitivo, eu até ousaria dizer. Mas, como sempre, é bom lembrar que para os fãs de um bom drama, Nicholas Sparks é um prato cheio.
Lerei 'Um Homem de Sorte' e aguardarei pelas reviravoltas que o autor planeja para mais esta estória. E tomara que ela me sensibilize tanto quanto os demais livros do autor, tirando O Melhor de Mim desta lista, é claro.

4 de set. de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Martha Medeiros, o que falar dela? 'Tudo que eu queria te dizer' é o livro de título instigante que acabei de ler há algumas semanas. Que tal conferir mais esta resenha?

Sinopse:
O que você sempre quis dizer a alguém - e nunca teve coragem? O que precisa falar de uma vez por todas - mas desiste, espera, até chegar o momento mais apropriado? Em Tudo que eu queria te dizer , Martha Medeiros encarna personagens que assinam cartas reais, trágicas, por vezes cômicas, devastadas por sua dor. Em comum, as personagens deste livro têm a verdade de quem atravessa um ponto de virada em suas vidas e resolve colocar as cartas na mesa. Mestre na capacidade de nos emocionar, de forma simples e direta, a gaúcha Martha Medeiros concebeu Tudo que eu queria te dizer como um livro de contos, estruturados de forma independente. Na forma de cartas, Martha revela com delicadeza os dramas das personagens. Como a amante que escreve à mulher traída, a filha que relata a emoção de ser mãe à avô ausente, o jovem motorista que escreve à mãe do amigo morto num acidente de automóvel, ou a viúva saudosa que se dirige ao marido morto. Perdão, vingança, alívio, um pouco de nós está em cada uma dessas vozes, que expressam através de cartas uma confissão ou o exorcismo de nossos demônios. 

Minha opinião:
Com um título desses, me joguei em 'Tudo que eu queria te dizer' cheia de expectativas, e, infelizmente, ele acabou me frustrando. É de longe o livro que menos gostei da Martha, mas, mesmo assim, supera diversos escritores já lidos.
A cada novo capítulo somos apresentados a uma nova carta (cartas essas que compõem o livro inteiro, porém, não há qualquer ligação entre nenhuma delas), e a cada novo escrito temos desabafos distintos, linguagens díspares e vidas diferentes. É como estar espiando pela porta de um consultório de um psicólogo durante o dia inteiro. Você dá de cara de pessoas felizes, outras solitárias e, outras ainda, desesperadas, cada qual com suas peculiaridades e demônios internos.
O livro é inovador, sem dúvida alguma, mas algumas das cartas são paradas, 'fracas' e os temas se repetem, volte e meia, meio que inconscientemente. Quando a obra num todo atingi seu clímax, você repara que o livro está acabando ou então já terminou, o que é uma pena. Martha guardou, sabiamente, as melhores cartas para o final, para dar um gostinho de quero mais, para fechar com chave de ouro.
Apesar de não ter me sensibilizado tanto quanto "Divã", 'Tudo que eu queria te dizer' é um bom livro, como eu já disse, mas não chega aos pés de outros títulos dela.
Desta leitura fica a lição: não vá ao copo com tanta sede. Lerei os demais livros da autora, mas sem tantas expectações. Deixarei a escritora me seduzir com o acaso, acaso este que ela descreve tão bem e que me fez elevá-la ao posto de uma das minhas escritoras prediletas.

Mais informações e outras resenhas sobre esse livro aqui.

28 de ago. de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Olá, meus caros! Há alguns meses atrás comentei o fato de ter comprado alguns livros na Feira que acontece na minha cidade anualmente e aqui estou para resenhar o livro Liberte Meu Coração, vamos lá?

Você encontrará a sinopse e alguns comentários sobre este livro aqui!


Minha opinião:


Este é o primeiro livro que tenho o prazer de ler da autora, tão elogiada por inúmeros leitores.
Ação e romance é a mistura perfeita que dá um charme todo especial para Liberte Meu Coração. Fugindo da temática habitual, o romance de Meg Cabot poderia ser considerado feminista, já que temos Finnula, a donzela nada convencional, que faz o papel de heroína na história.
Confesso, depois de ler romances históricos mais bem estruturados e não voltados para o público juvenil, comecei a ler Liberte Meu Coração achando-o um tanto 'bobinho', fantasioso demais para uma história que se passava na Inglaterra do século XIII, mas você começa a esquecer esses detalhes com o apimentar da história. E como ela fica quente...
A bela capa inocente esconde cenas de um livro nada recomendado para a sua sobrinha de dez anos, apesar de ser bastante divertido.
A parte artística do livro está impecável, cheia de fontes e detalhes que dão um toque a mais, isso sem falar na lindíssima capa, felizmente mantida pela editora (sim, eu julgo o livro pela capa!).
Nos momentos finais, o livro dá uma reviravolta muito boa, que dá um toque de mistério ao tão clichê relacionamento deles. 
Liberte Meu Coração é mais uma dessas estórias que deveriam ser transformadas em filme.  Este não é um daqueles livros indispensáveis, mas vale a pena ser lido.

22 de ago. de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Não é segredo para ninguém o fato de eu amar a cronista Martha Medeiros. Depois de ler Doidas e Santas, passei a me interessar cada vez mais pelo trabalho dela. E desta vez, falaremos do livro Divã.







Sinopse:


Divã conta a história de Mercedes - uma mulher com mais de 40, casada, filhos - que resolve fazer análise. O que começa como uma simples brincadeira acaba por se transformar num ato de libertação; poético, divertido, devastador.


Minha opinião: Se você já assistiu o filme de mesmo título saberá do que estou me referindo. Tão divertido quanto, Divã conta a história de Mercedes, uma mulher de 40 anos que é completamente parecida com as jovens de 20 e com as senhoras de 80. Tive um certo receio quando comecei a lê-lo, achando que este era mais um livro dedicado às crises de meia idade, mas contrariando todos os meus pré-conceitos, Martha Medeiros me pasmou mais uma vez. Sua capacidade de transferir para o papel os segredos mais ocultos do devaneio feminino de qualquer idade é excepcional. Eu ri com as situações, senti o coração apertar em determinados instantes e me peguei, diversas vezes, pensando: "Eu já fiz/pensei isso!" 

Cada novo capítulo traz uma nova consulta no divã, onde Mercedes expõe tudo aquilo que nunca teve coragem de dizer, e mesmo que inconscientemente, também dizia tudo aquilo que nós mulheres pensamos, todos os diálogos imaginados que nunca foram pronunciados, as descobertas que preferimos reservar para nós.
Acredito que a mensagem principal do livro seja esta: não se acomode! Busque o que você deseja, independentemente das opiniões alheias, e aceite-se, ame-se mais do que tudo.
Livro curto, daqueles que se lê 'num tapa só', descontraído, ousado, leve. Nem preciso dizer que está mais do que indicado;

“Nunca assisti a um atropelamento. Nunca ganhei um concurso. O que vivi até agora hoje foi o que costuma ser vivido por todos, não houve nada exótico em minha vida, como não há na vida da maioria das pessoas. Tive um número restrito de experiências, todas bastantes previsíveis, mas enquanto eu estiver em movimento dentro do tempo que me foi dado viver, nenhuma idéia ou vivência poderá ser conclusiva."

Mais informações: aqui;