31 de out de 2012

Que tal assistir?

31 de outubro. Dia das Bruxas. E para isso, trago uma lista de alguns filmes que merecem ser assistidos nesta data. Que tal assistir?


O corvo (baseado na obra de Edgar Allan Poe)

O escritor Edgar Alan Poe está na caça de um assassino serial que imita os crimes de seus contos e ainda sequestrou sua noiva Emily. Para ajudá-lo na investigação, o detetive Emmet assume o caso e pretende dar um fim aos terríveis assassinatos, que são seguidos de charadas criadas pelo criminoso que desafia a inteligência do autor num jogo de gato e rato.


Contos do Dia das Bruxas

O filme desenvolve quatro contos de horror que ocorrem de forma interligada, ambientados no mesmo bairro numa única noite de Dia das Bruxas. Um casal descobre o que acontece quando destroem uma abobora decorada para a data antes da meia-noite; o diretor de uma escola revela ser um assassino em série; uma jovem colegial pode ter conhecido o rapaz para perder sua virgindade; brincadeira conduzida por um grupo de adolescentes maldosos pode sair do controle; um ermitão é visitado por crianças a trás de doces ou travessuras.

Halloween - A Noite do Terror
Michael Myers é um psicopata que vive em uma instituição há 15 anos, desde quando matou sua própria irmã. Porém, ele consegue fugir de seu cativeiro e retorna à sua cidade natal para continuar seus crimes na localidade que, aterrorizada, ainda se lembra dele.


O exorcista

Em Georgetown, Washington, uma atriz vai gradativamente tomando consciência que a sua filha de doze anos está tendo um comportamento completamente assustador. Deste modo, ela pede ajuda a um padre, que também um psiquiatra, e este chega a conclusão de que a garota está possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote, especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão.

A Queda da Casa dos Usher (baseado na obra de Edgar Allan Poe)
O filme narra a história de Philip Winthrop, que chega à mansão Usher com o intuito de levar sua amada, Madeline, para a sua cidade. Chegando lá ele confronta-se com o irmão dela, Roderick, que vai revelando, um a um, os aterrorizantes segredos de sua família.

24 de out de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Como falar sobre Martha Medeiros sem expressar a palavra 'incrível'? Curtam esta resenha sobre o seu livro de crônicas Trem-bala !

Sinopse:  "Trem-bala" reúne mais de uma centena de textos de Martha Medeiros. Neles, a autora reflete sobre o que querem as mulheres, sobre relacionamentos virtuais, o fim da paixão nos tempos modernos, seus escritores, livros e neuras preferidas, sobre a rivalidade de um bom beijo versus uma transa insossa, e muito mais.



Minha opinião:
A vida realmente se passa como um trem-bala, ágil, cheia de pressa, como cita a escritora na crônica que dá título a este livro. E como é bom apertar o 'pause' para degustar as palavras de Martha Medeiros no meio deste mundo tão perturbado, onde tudo acontece velozmente.
A gaúcha em questão possui um inigualável dom de falar intimamente com o seu leitor, com uma simplicidade que não impede ninguém (independentemente da sua idade, sexo, status ou qualquer outro fator irrelevante para a leitura) de entender e sentir-se incluído na conversa.
Felicíssima fiquei quando deparei-me com algumas das minhas crônicas favoritas da autora presentes neste livro. "O contrário do amor"  e "As razões que o amor desconhece" são as duas melhores crônicas que já li na vida, sem sombra de dúvidas ( não que outras tantas que também estão neste livro não mereçam ser citadas, mas ficaríamos aqui horas e mais horas citando-a incansavelmente).

"Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca."

As 260 páginas são lidas com tanta facilidade que nas últimas crônicas você, cheio de pesar, tenta tardar o inevitável fim do livro... Toda esta resenha resume-se a uma palavra: leia! Mais do que recomendado! 





21 de out de 2012



Parece que tem acontecido mais raramente, ninguém sabe ao certo por que, mas, de repente, olha lá ele. O amor acontece quando quer, sem dar ouvidos a pedidos humanos, talvez porque seja inclemente, ou porque apenas obedeça a ordens superiores, ou porque esteja convicto daquilo que está fazendo. Alguém diz algo agradável e o amor acontece. Alguém diz um absurdo e o amor acontece. Alguém não diz nada e o amor acontece. Alguém toma uma atitude e o amor acontece. Alguém canta o amor e ele acontece. Ninguém está esperando e o amor acontece. Numa manhã meio nublada de uma data sem importância, em pleno sol de domingo, no dia da padroeira, embaixo de um temporal, em qualquer estação do ano, às margens do Tietê, do Capibaribe ou do Sena, não importa a ocasião, é no coração que o amor acontece. Na teimosia de uma tarde no escritório, no meio de uma reunião, de uma ligação, de um cafezinho, acontece de o amor vir para enxotar o tédio e trazer a noite às pressas. Entre dois adolescentes que ficam juntos numa festa, sem nenhum planejamento prévio, o “ficar” vai ficando premente, e o amor exige um namoro. Num vigésimo “alô”, quando uma voz sente vontade de falar mais, e eternamente, a despeito da conta telefônica, o impulso do amor cruza a linha de chegada. Na plateia do cinema, acontece vez por outra: uma cena desperta uma emoção, que desperta outra, e lá vem o amor provar que “a vida é amiga da arte”, como diz Caetano Veloso. Após um beijo casual, no fim de uma noite que parecia não ter futuro, duas mãos se entrelaçam com firmeza, e os corações se aquecem no aconchego do amor que acontece. No meio da pista lotada, o rapaz enlaça a moça, ele cheira a fumaça, ela cheira a lavanda, a música techno dá lugar a sinos, o DJ se transforma em Frei Lourenço e presencia o acontecimento. Na frente da televisão, a paixão, já fatigada, dá um último suspiro, mas outro sentimento surge, e é o amor acontecendo em seu feitio manso. Numa madrugada fria, debaixo de um cobertor, acontece o amor. Dentro de um carro estacionado, apesar do medo de assalto, acontece o amor. Atrás de um muro, no escuro, na moita, proibido de acontecer, ele não quer nem saber. Acontece com a pessoa certa ou com a pessoa errada, será que o amor descrê do erro? Acontece de acontecer de um lado só, provocando dor, mas se acontece de dois lados, como pode ser tão bom? Acontece de várias formas, seja em encontro escondido, seja em jantar esporádico, seja em vestido de noiva, seja em casas separadas, seja em cidades distantes, e às vezes se transforma, modificando crenças e planos. Seja como for, assim penso, vale a pena comemorar o acontecido. Acontece de durar um dia, uma noite, uma semana, um mês, um ano, uma década, uma vida, sem certificado de garantia, nem prazo de validade, ele e seus perigos, como um equilibrista no fio. E de repente, muitas vezes, o amor vai e desacontece sem que ninguém saiba o motivo. Mas isso é outra história, escrita por outro cronista.

Adriana Falcão 

16 de out de 2012

Que tal assistir?

Nada de comédias românticas hoje. Que tal assistir 'O Sequestro Do Metrô 123' ?
Sinopse: Walter Garber (Denzel Washington) é um executivo da companhia de metrô da cidade de Nova York que, devido a uma suspeita de suborno, foi rebaixado para a função de coordenador de tráfego. Quando um dos trens do metrô, o Pelham 1 2 3, é sequestrado por um misterioso grupo, é ele quem mantém contato com Ryder (John Travolta), líder dos sequestradores. Ryder exige que a prefeitura lhe pague US$ 10 milhões em uma hora, caso contrário matará um refém a cada minuto extra. A polícia envia à sede do metrô o negociador Camonetti (John Turturro), mas Ryder exige que Garber continue na função.

Mais detalhes: aqui;

10 de out de 2012

Resenha Literária

Mais um dose enorme de drama romântico, refiro-me ao livro Um Homem de Sorte, de Nicholas Sparks. Que tal conferir esta resenha?
Você encontrará a sinopse deste livro aqui!

Minha opinião: Mais um romancezinho cheio de clichês. Nicholas Sparks andou decaindo bastante no meu conceito. Cadê a genialidade que pode-se ver em A Última Música?
Aqui temos um ex-fuzileiro que atravessa o país atrás da garota que aparece numa fotografia por ele encontrada no Iraque e por incrível que pareça, ele encontra ela sim. Apaixona-se por Beth e aproxima-se de Ben (filho dela) e a partir daí, conhece toda a fúria de Clayton, o ex-marido da citada acima.
A leitura flui com facilidade, apesar de existirem alguns pontos bastante cansativos. O final é um tanto surpreendente, já que contrariou todas as minhas expectativas. 
Não chega ser um obra prima, mas é bem melhor do que O Melhor de Mim, livro este que decepcionou-me muito. 
Sparks envolve alguns temas novos, mas a essência continua a mesma. Mais um livro falando sobre um ex-combatente, sobre amor e destino.
Não tive a oportunidade de ver o filme, mas conforme comentários, ele é uma daquelas raras exceções em que temos uma obra cinematográfica melhor do que a literária.


8 de out de 2012



O que quer uma mulher

Um bebê nasce. O médico anuncia: é uma menina! A mãe da criança,
então, se põe a sonhar com o dia em que a sua princesinha terá um
namorado de olhos verdes e casará com ele, vivendo feliz para sempre.
A garotinha ainda nem mamou e já está condenada a dilacerar corações.
Laçarotes, babados, contos de fadas: toda mulher carrega a síndrome de
Walt Disney.
Até as mais modernas e cosmopolitas têm o sonho secreto de encontrar
um príncipe encantado. Como não existe um Antonio Banderas para todas,
nos conformamos com analistas de sistemas, gerentes de marketing,
engenheiros mecânicos. Ou mecânicos de oficina mesmo, a situação não
anda fácil. Serão eles desprezíveis? Que nada. São gentis, nos ajudam
com as crianças, dão um duro danado no trabalho e têm o maior prazer
em nos levar para jantar. São príncipes à sua maneira, e nós,
cinderelas improvisadas, dizemos sim! sim! sim! diante do altar; mas,
lá no fundo, a carência existencial herdada no berço jamais será
preenchida.
Queremos ser resgatadas da torre do castelo. Queremos que o nosso
pretendente enfrente dragões, bruxas, lobos selvagens. Queremos que
ele sofra, que vare a noite atrás de nós, que faça tudo o que o José
Mayer, o Marcelo Novaes e o Rodrigo Santoro fazem nas novelas.
Queremos ouvir "eu te amo" só no último capítulo, de preferência num
saguão de aeroporto, quando ele chegará a tempo de nos impedir de
embarcar.
O amor na vida real, no entanto, é bem menos arrebatador. "Eu te amo"
virou uma frase tão romântica quanto "me passa o açúcar". Entre
casais, é mais fácil ouvir eu "te amo" ao encerrar uma ligação
telefônica do que ao vivo e a cores. E fazem isso depois de terem se
xingado por meia-hora. "Você vai chegar tarde de novo? Tenha a santa
paciência, o que é que você tanto faz nesse escritório? Ontem foi a
mesma coisa, que inferno! Eu é que não vou prepar o jantar para você
às dez da noite, te vira. Tchau, também te amo." E batem o telefone
possessos.
Sim, sabemos que a vida real não combina com cenas hollywoodianas.
Sabemos que há apenas meia dúzia de castelos no mundo, quase todos
abertos à visitação de turistas. Sabemos que os príncipes, hoje, andam
meio carecas, usam óculos e cultivam uma barriguinha de chope. Não são
heróicos nem usam capa e espada, mas ao menos são de carne e osso, e a
maioria tentaria nos resgatar de um prédio em chamas, caso a escada
magirus alcançasse o nosso andar. Não é nada, não é nada, mas já é
alguma coisa.
Dificilmente um homem consegue corresponder à expectativa de uma
mulher, mas vê-los tentar é comovente. Alguns mandam flores, reservam
quarto em hotéizinhos secretos, surpreendem com presentes, passagens
aéreas, convites inusitados. São inteligentes, charmosos, ousados,
corajosos, batalhadores.
Disputam nosso amor como se estivessem numa guerra, e pra quê? Tudo o
que recebem em troca é uma mulher que não pára de olhar pela janela,
suspirando por algo que nem ela sabe direito o que é.
Perdoem esse nosso desvio cultural, rapazes. Nenhuma mulher se sente
amada o suficiente.
Martha Medeiros

4 de out de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Um marco da literatura chilena, poderíamos estar falando de Pablo Neruda (ah, Neruda...), mas não, o assunto de hoje é um outro clássico, de Isabel Allende: A Casa dos Espíritos



Sinopse Bestseller internacional considerado pela crítica um clássico da literatura latino-americana, "A Casa dos Espíritos", romance transcendental de Isabel Allende, conta a saga da turbulenta e numerosa família Trueba, do Chile, com o seu patriarca angustiado e suas mulheres clarividentes. Trata-se de uma narrativa vertiginosa que se alimenta de si mesma e parece tender ao infinito. É no seu desfecho que se alcança o efeito trágico da obra cujo limite não é o esgotamento das narrativas, mas um golpe de Estado que metamorfoseia as narrativas em sangue nas sarjetas e as palavras em silêncio. Num panorama da história chilena que vai de 1905 a 1975, desfilam personagens como Esteban Trueba, latifundiário e senador; Clara, sua mulher clarividente e Alba, sua neta, jovem, socialista e, portanto adversária do patriarca e de seus cúmplices. 



Minha opinião: Contrariou todas as minhas expectativas. Confesso: quando peguei o livro em mãos, imaginei mais uma história de terror, uma casa má conservada e assombrações. Garanto desde já: não tem nada disso!  A Casa dos Espíritos provoca uma verdadeira enxurrada de emoções, a história da família Trueba passa a ser contada desde o princípio onde Esteban conhece a bela e mística Rosa e apaixona-se por seus cabelos verdes. A partir deste momento, uma sucessão de acontecimentos entrelaça-se de uma maneira singela, porém arrebatadora. A saga da família Trueba (que em alguns momentos lembrou-me nitidamente a história dos Blackwell, de O Reverso da Medalha, do eterno Sidney Sheldon) é marcada por tragédias e acontecimentos rotulados como incríveis. Utilizando sua riqueza conquistada arduamente em minas de ouro, Esteban volta a Las Tres Marías e recupera a fazenda de sua família, arruinada por seu pai décadas atrás. Casa-se com Clara, a irmã clarividente da falecida Rosa, e passa a amá-la, apesar dos seus breves casos extra-conjugais que nada afetavam a esposa, constantemente distraída com os espíritos que vagavam por sua casa e com os quais mantinha contato. E então vemos ao decorrer de diversas páginas, o entrelaçar de diversos personagens e o desdobramento da história.
A Casa dos Espíritos conta a vida, bela, errônea, injusta. Eis aqui um livro muito bem escrito (de alguma forma me fez recordar o estilo de Markus Zusak, de A Menina Que Roubava Livros), há todo um trabalho psicológico por trás de cada personagem e são esses detalhes, juntados ao fato de Isabel Allende retratar o golpe militar com um detalhamento que dá ao leitor a noção exata de toda a brutalidade dos fatos ocorridos,  que faz deste livro uma obra prima da literatura não só chilena, como latino-americana.


Mais informações: aqui.

1 de out de 2012

Aperte o play!


Hoje, para quem não sabe, é o  dia Internacional da Música, então nada melhor do que um Aperte o play! caprichado, com as músicas que revolucionaram o mundo!



 Michael Jackson- Billie Jean.
Queen- We Will Rock You


 Survivor- Eye Of The Tiger

The Beatles - Help!

 Bittersweet Symphony- The Verve


 Nirvana- Smells Like Teen Spirit




Ricky Martin- Maria

E, desculpa galera, mas eu precisava incluí-lo aqui, haha. Então, conte para nós como você está curtindo o dia internacional da música. O que incluiria na lista? Qual canção não pode faltar na sua playlist?